O guia definitivo para os novos desafios do digital

A transformação digital está a originar disrupções em todos os setores da indústria e é relevante para todos os negócios. É o presente das empresas e é também o seu passado, dado que de uma forma ou de outra, há vários anos são aplicados nas nossas organizações conceitos e ferramentas relacionados com o mundo digital. Cloud computing, Big Data, Data Analytics, Internet of Things, mobilidade, entre outros conceitos, já não são uma novidade. Não obstante, nos dias de hoje, para que uma empresa se mantenha competitiva e permaneça relevante no mercado, é necessária uma abordagem holística, que compreenda não só as interações com os clientes, mas que também aborde os desafios internos das organizações e a sua estrutura, com todos estes conceitos integrados numa estratégia de digitalização do negócio, pois apenas quando trabalhados em conjunto comportam verdadeiro valor para as organizações. Apresentamos hoje os principais aspetos a ter em conta no momento de iniciar um processo de transformação digital!

Analisar o mercado

A empresa deve começar por verificar em que ponto está na curva da maturidade digital. Deve também verificar em que ponto de maturidade os concorrentes diretos e indiretos se encontram. No passado, a digitalização era encarada apenas como um recurso para reverter a perda de lucro.  Hoje em dia, a transformação digital é encarada como oportunidade de crescimento. No entanto, tenha em conta que para chegar ao estado desejável de maturidade digital, e de modo a caminhar no sentido de ter uma organização 100% digitalmente eficiente, é essencial resolver também os desafios internos, entre outros, relacionados com os sistemas herdados (legacy) e as desconexões nos processos, pelo que as metas internas são inevitáveis para os próximos passos.

Avaliar a empresa

Nesta fase, é necessário fazer uma avaliação exaustiva sobre o quão digital ou analógica é a sua empresa (esta análise abrange produtos, serviços e ativos da empresa) e  estimar o esforço financeiro e de recursos humanos necessário para passar os ativos da empresa do tangível para o intangível. Após esta avaliação, é necessário planear os cenários para a mudança, analisando pontos fortes e fracos da organização e necessidades do mercado, de modo a encontrar possibilidades financeiramente sustentáveis para começar o processo de digitalização.

Coloque-se no lugar dos seus clientes

Conheça os seus clientes a fundo e perceba de que modo(s) interagem com o mercado, que necessidades apresentam e que tipo de soluções procuram. Com base neste conhecimento, será mais fácil direcionar a oferta e acrescentar-lhe valor. Encontre formas de chegar aos seus clientes por meios digitais, sempre que isso fizer sentido para o seu negócio. Isto passa por, por exemplo, perceber se eles comunicam através de redes sociais ou se lêem newsletters ou ouvem podcasts. A comunicação digital é cada vez mais o canal de comunicação preferido dos consumidores e através deste mapeamento será possível desenvolver estratégias de segmentação muito mais eficazes, visto que se centra nas necessidades e características reais dos consumidores. Por outro lado, o elemento humano é fundamental em todos os níveis e deverá ser contemplado nos objetivos da transformação digital.  Existe uma valorização das interações humanas e face a face por parte de alguns segmentos de consumidores/ clientes, e, assim sendo, terá de ser considerado um elemento “off-line”, dependendo do contexto. É importante não esquecer que também em transações e interações não digitais, a transformação digital desempenha um papel no sentido de capacitar qualquer agente voltado para o cliente.

Definição da estratégia

Depois de analisar todos os aspetos relativos ao mercado e à própria empresa, a próxima etapa contempla a utilização dos dados para traçar um plano estratégico, onde todas as fases da transformação digital a ser aplicada na empresa se incluam. É a altura de definir as ações práticas que vão ser tomadas. O ponto de partida é sempre diferente para cada negócio e depende também das especificidades de cada organização. Deverão priorizar-se a abordagem aos pontos fracos em relação à concorrência e utilizar os pontos fortes da empresa para esta se destacar.

Prepare-se para a mudança

Uma empresa mais conservadora terá tendência a colocar-se no centro do negócio e tratar os seus clientes apenas como consumidores dos seus produtos, sem perceber a relevância do papel que estes representam na evolução do negócio. A visão destas organizações em relação à tecnologia e ao digital é de que estes servem apenas como um suporte/ add-on à sua atividade e de que não deverá ser dedicado muito tempo à análise da inovação. Uma transição para uma empresa digital e inovadora, exige investimento, tempo e uma estratégia bem definida. Nesta era de mudanças profundas no tecido empresarial, é fundamental que os líderes preparem os seus colaboradores para a digitalização, o que poderá passar pela realização de ações de formação que criem awareness para a importância e benefícios da mudança para um paradigma digital e ao mesmo tempo capacitem os colaboradores dos meios ou ferramentas necessárias para trabalharem com as tecnologias adequadas à sua atividade.

Aplique a transformação no dia-a-dia

Não bastam as intenções, claro, e nem é suficiente a definição de um plano que acaba esquecido no fundo de uma gaveta. É necessário que os colaboradores se sintam envolvidos no processo de mudança e essencial que o exemplo seja dado pela gestão de topo e numa base diária. A utilização de tecnologia em ações que antes eram mais “tradicionais” e a automatização de processos são os primeiros passos para provar que efetivamente a empresa abraçou o digital. Só assim, os colaboradores se sentirão motivados para, também eles, aplicarem a nova filosofia empresarial e a tornarem o seu modus operandi. Uma estratégia de transformação digital visa alavancar plenamente as possibilidades e oportunidades de novas tecnologias e seu impacto mais rápido, melhor e de maneira mais inovadora no futuro. Uma jornada de transformação digital precisa de uma abordagem em etapas com um roteiro claro, envolvendo uma variedade de partes interessadas, além de silos e limitações internas/externas.

 

 

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